quarta-feira, 8 de maio de 2019

Semeador

O Padre Antônio Vieira no seu livro "Sermões" no "Sermão da Sexagésima" pregou sobre a parábola do semeador. (Evangelho de Mateus no capitulo 13: 1-9, 19-23):

"Naquele dia, saiu Jesus e sentou-se à beira do lago. Acercou-se dele, porém, uma tal multidão, que precisou entrar numa barca. Nela se assentou, enquanto a multidão ficava à margem. E seus discursos foram uma série de parábolas. Disse ele: Um semeador saiu a semear. E, semeando, parte da semente caiu ao longo do caminho; os pássaros vieram e a comeram. Outra parte caiu em solo pedregoso, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque a terra era pouco profunda. Logo, porém, que o sol nasceu, queimou-se, por falta de raízes. Outras sementes caíram entre os espinhos: os espinhos cresceram e as sufocaram. Outras, enfim, caíram em terra boa: deram frutos, cem por um, sessenta por um, trinta por um...
... Ouvi, pois, o sentido da parábola do semeador: quando um homem ouve a palavra do Reino e não a entende, o Maligno vem e arranca o que foi semeado no seu coração. Este é aquele que recebeu a semente à beira do caminho. O solo pedregoso em que ela caiu é aquele que acolhe com alegria a palavra ouvida, mas não tem raízes, é inconstante: sobrevindo uma tribulação ou uma perseguição por causa da palavra, logo encontra uma ocasião de queda. terreno que recebeu a semente entre os espinhos representa aquele que ouviu bem a palavra, mas nele os cuidados do mundo e a sedução das riquezas a sufocam e a tornam infrutuosa. A terra boa semeada é aquele que ouve a palavra e a compreende, e produz fruto: cem por um, sessenta por um, trinta por um."

domingo, 5 de maio de 2019

Não se veem, mas são eternas


II Coríntios 4, 18:
"não atentando nós nas coisas que se veem, mas sim nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, enquanto as que se não veem são eternas."

A segunda carta de Paulo aos cristãos residentes na cidade grega de Corinto revela os seus três segredos para seguir vivendo e pregando a palavra de Deus.

Primeiro segredo:
"Porque a nossa leve e momentânea tribulação". Aqui esta o primeiro segredo de Paulo, ele vi que as lutas que enfrentava diariamente eram suaves e que logo passariam. Ele os via os nossos sofrimentos e aflições e pensava afinal de contas, eles são bem pequenos e não durarão muito tempo.

Segundo segredo:
Que as Aflições produziam uma gloria eterna: "produz para nós um peso eterno de glória mui excelente". Aqui esta o segundo segredo, Paulo cria que as aflições produziam uma gloria incomparável de valor eterno, Entretanto, este curto tempo de angústia resultará na mais rica bênção de Deus sobre nós para todo o sempre!

Terceiro segredo:
Paulo, culto, estudioso sabendo que os grego tinham o maior orgulho de sua cultura, de seus monumentos, dos seus deuses esculpidos por geniais escultores, olhando para toda aquela riqueza, ele diz abertamente para os gregos: fixem seus olhos nas coisas eternas: "Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não vêem são eternas". Aqui estava o terceiro segredo, Paulo, não olhava para aquilo que podia ver atualmente, as dificuldades que o rodeava, mas olhava para frente, para as alegrias do céu que ele ainda não via. Ele acreditava que as aflições logo desaparecerão, mas as alegrias futuras durarão eternamente.

As aflições fazem parte da vida do cristão, é algo que não podemos negar. Algumas aflições são devastadoras, cheias de dores e angústias, mas Paulo nos deixa essa palavra de que elas são leves comparados à gloria e que são passageiras comparadas à eternidade. Podemos também ver nesses versículos que não estamos sozinhos nesses momentos, pois a presença e o cuidado do Pai é certa. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos. Assim como a alegria a tristeza passa, não devemos nos prender a qualquer uma delas.Tudo passa nada é eterno só Deus e sua palavra duram para sempre.

Dialógo

João (1,45-51)
"Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”."
Todo encontro se fundamenta no diálogo. Todo diálogo exige que aprendamos a falar e a silenciar. No silêncio, conhecemos mais o outro e a nós mesmos. Nesse silêncio, caminhamos para nosso interior.
Só aprende a falar aquele que sabe ouvir. Temos dificuldades de nos conhecer porque ainda não sabemos silenciar. Nessa passagem bíblica conhecemos a nós mesmos, em nossas luzes e sombras. Somente quando nos conhecemos podemos realizar um caminho exterior.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Natal

quando Ele nasceu
uma linda estrela
apareceu no céu

e Deus cumpriu
o que havia prometido
todos os homens
podem festejar
sejam os do Oriente
ou os do Ocidente
até os brancos e os de cor
também podem alegrar
o Rei que chegou
é da paz e do amor
veio ao mundo para libertar
os cativos e os contritos de coração
(Livro do profeta Isaías, 61,1)

Nascimento de Jesus Cristo

Naqueles dias César Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria. E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se. Assim, José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém, cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. Ele foi a fim de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um filho.
Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia pastores que estavam nos campos próximos e durante a noite tomavam conta dos seus rebanhos. E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor resplandeceu ao redor deles; e ficaram aterrorizados. Mas o anjo lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria, que são para todo o povo: Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo , o Senhor. Isto lhes servirá de sinal: encontrarão o bebê envolto em panos e deitado numa manjedoura”.

(Evangelho de Lucas, capítulo 2, versículos 1-12)

sábado, 1 de dezembro de 2018

As coisas do Alto

Chegamos no mês de dezembro. Fim de ano. É um bom momento para fazer uma boa reflexão.
“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Coríntios 4:18)
Paulo era um missionário estrategista. Ele escolhia as cidades para as quais se dirigia com muito critério e cuidado. Corinto era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo conhecido como também era Roma, Éfeso e Alexandria. Por isso, ele permaneceu dezoito meses nessa cidade.
Corinto era uma cidade grega, de grande importância. Ela ficava bem próxima de Atenas, a grande capital da Grécia, e a capital intelectual do mundo. Corinto era uma cidade banhada por dois mares, o mar Egeu e o mar Jônico. Em Corinto ficava um dos mais importantes portos da época, o ponto de Cencréia.
A cidade fora destruída e totalmente arrasada pelos romanos no ano de 146 a.C. e somente por volta do ano 46 a.C. é que César Augusto a reconstruiu. Quando Paulo chegou a Corinto, ela já era uma cidade nova. Paulo entendeu que o florescimento da cidade favorecia a semeadura do evangelho e o caminho aberto para a plantação de uma nova igreja.
Embora Corinto fosse uma cidade acentuadamente intelectual, era ao mesmo tempo profundamente depravada moralmente. Talvez, Corinto tenha ganhado a fama de ser uma das cidades mais depravadas da história antiga. A palavra korinthiazesthai, viver como um coríntio, chegou a ser parte do idioma grego, e significava viver bêbado e na corrupção moral.
Corinto era uma cidade com muitos deuses e muitos ídolos. Até hoje, quando se visita Corinto, pode se visualizar enormes estátuas e monumentos que foram dedicados aos deuses. Paulo entendeu que estavam precisando do Deus verdadeiro
O significado da palavra coríntio, no dicionário da língua portuguesa: ARQUITETURA diz-se de uma das três ordens da arquitetura grega, caracterizada por uma coluna com base, fuste com caneluras, e capitel com duas filas de folhas de acanto estilizadas.
Paulo quer nos chamar a atenção e está dizendo é que devemos ficar atentos, vigilantes, prestar atenção para o que realmente é importante, imprescindível e o que vai ficar permanecer para sempre, e era isso que o apóstolo Paulo estava dizendo aos cidadãos de Coríntios, assim como aquela cidade, um dia deixou de existir, pode realmente voltar a desaparecer novamente. Tudo que estamos vendo ao nosso redor, daqui a um tempo, só o teste de carbono vai poder comprovar que existiu e há quanto tempo existiu. O que foi moldado na terra vai ficar aqui mesmo. Agora o que veio do alto, com certeza, vai voltar de onde veio, que é o alto. O céu dos céus.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

o sopro

(o sopro do Espírito Santo, que é o nosso Consolador, nos tempos tão difíceis em que estamos vivendo hoje. Os sinais estão por todos os lados)

a vida não começa na terra
nem termina no mar
o nosso horizonte distante
não está nem mesmo no céu azul

os nossos desertos findam
e os nossos caminhos também
porque não somos daqui
ninguém vai ficar aqui
não somos sementes frutiferas
que precisam da terra e da água

o que nos prende aqui é o sopro