quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Os dias da criação

Deus criou os céus e a terra.

Como a terra era sem forma e vazia;
e havia trevas, disse Deus:
Haja luz. E houve luz.
Chamando à luz de dia e às trevas de noite.
Foi a tarde e a manhã.
Assim foi o primeiro dia da criação.

No segundo dia, Deus separou as águas.
Fez, pois, Deus o firmamento separando
as que estava debaixo do firmamento.

Produza a terra relva, ervas e sementes.
Isso Deus viu que era bom.
Era tarde e a manhã, do terceiro dia.

No quarto dia, Deus fez dois luminares
para separar no firmamento a noite e o dia.
Para que sejam sinais para estações,
para os dias e os anos.

Criou, pois, Deus os cardumes de seres vivente,
os que voam acima da terra e
abaixo do firmamento do céu.
Tudo isso no quinto dia da criação.

E no sexto dia, todos os animais da terra,
todas aves do céu a todo ser vivente
que se arrasta sobre a terra.
E para completar a sua criação,
formou Deus o homem do pó da terra
e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida

Vendo Deus que toda a sua obra havia completado.
No sétimo dia, descansou.


sábado, 4 de novembro de 2017

não está aqui

ainda estou cheiode velhas ideias sobre
quem é o dono do mundo.

ainda assisto na arena
gladiadores armados até os dentes
lutando contra santos e pecadores
os lideres que se levantam hoje
ainda carregam o perfil egípcio
erguem deuses sombrios e solenes de pedras.

ainda enxergo quase metade da cidade
construída sobre cores, vícios e rotinas
ruas mapeadas por distantes satélites
onde trafegam cães, nanicos e ladrões
danças, alegorias e corpos quase nus.

o dono do mundo não está na América
nem no rabo dos foguetes coreanos.

Só sei que Ele ainda não está aqui.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ficai atentos


“Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.” (2 Coríntios 4,18)


Paulo era um missionário estrategista. Ele escolhia as cidades para as quais se dirigia com muito critério e cuidado. Corinto era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo como também era Roma, Éfeso e Alexandria. Por isso, ele permaneceu dezoito meses nessa cidade.

Corinto era uma cidade grega, de grande importância. Ela ficava bem próxima de Atenas, a grande capital da Grécia, e a capital intelectual do mundo. Corinto era uma cidade banhada por dois mares, o mar Egeu e o mar Jônico. Em Corinto ficava um dos mais importantes portos da época, o ponto de Cencréia. A maior parte do comércio entre o Oriente e o Ocidente do Mediterrâneo optava por passar por Corinto. Também era uma cidade florescente com respeito à cultura.

A cidade fora destruída e totalmente arrasada pelos romanos no ano de 146 a.C. e somente por volta do ano 46 a.C. é que César Augusto a reconstruiu. Quando Paulo chegou a Corinto, ela já era uma cidade nova. Paulo entendeu que o florescimento da cidade favorecia a semeadura do evangelho e o caminho aberto para a plantação de uma nova igreja.

Embora Corinto fosse uma cidade acentuadamente intelectual, era ao mesmo tempo profundamente depravada moralmente. Talvez, Corinto tenha ganhado a fama de ser uma das cidades mais depravadas da história antiga. A palavra korinthiazesthai, viver como um coríntio, chegou a ser parte do idioma grego, e significava viver bêbado e na corrupção moral.

Corinto era uma cidade com muitos deuses e muitos ídolos. Até hoje, quando se visita Corinto, pode se visualizar enormes estátuas e monumentos que foram dedicados aos deuses. Paulo entendeu que estavam precisando do Deus verdadeiro

O significado da palavra coríntio, no dicionário da língua portuguesa: ARQUITETURA diz-se de uma das três ordens da arquitetura grega, caracterizada por uma coluna com base, fuste com caneluras, e capitel com duas filas de folhas de acanto estilizadas.

O que a palavra de hoje quer nos chamar a atenção e está dizendo é que devemos ficar atentos, vigilantes, prestar atenção para o que realmente é importante, imprescindível e que vai ficar permanente, era isso que o apóstolo Paulo estava dizendo aos cidadãos de Coríntio, assim como essa cidade, um dia deixou de existir, pode realmente voltar a desaparecer novamente. Tudo que estamos vendo ao nosso redor, daqui a pouco tempo, só o teste de carbono vai poder comprovar que existiu e há quanto tempo existiu. O que foi moldado na terra vai ficar aqui mesmo. Agora o que veio do alto, com certeza, vai voltar de onde veio, que é o alto. O céu dos céus.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Ele nos conhece


 Naquele tempo, Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: “Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. (João,1,47-51)

Deus fala sempre. Somos nós que temos dificuldades de entender a sua mensagem. O modo como ele nos fala nem sempre é como esperamos. A certeza é que ele nos conhece, mais do que nós mesmos, e sabe qual o caminho que devemos seguir.

domingo, 27 de março de 2016

Simplesmente

O amor se basta.
Não precisa de idiomas nem de palavras.
Não precisa de gestos nem de profecias.

O amor é simplesmente plenitude.
Sempre esteve no começo de tudo.


(“Nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado.”) Cânticos 8.7

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

As cartas de Paulo


O apóstolo Paulo deixou um acervo muito grande de cartas para a igreja. Foram 14 num período de 14 anos de vida pública. Seu estilo é bem formal como era o costume da própria época. Perguntas e respostas, apresentação, saudações iniciais, corpo da carta com a primeira parte dogmática e a segunda moral.

A ordem que está na bíblia não é cronológica, mas, pelo tamanho dos textos. A cronologia mais aceitável é essa, onde escreveu e quando:

Na 1ª viagem missionária não escreveu nenhuma carta.

- Na 2ª e 3ª viagem missionária (51 – 58 dC)
- 1ª e 2ª aos Tessalonicenses, em Corinto (52-54)
- 1ª aos Coríntios, em Éfeso (57)
- 2ª aos Coríntios, em Filipos (57)
- aos Gálatas e aos Romanos, em Corinto. (57)

No fim do seu 1º cativeiro (Roma 62)
- aos Filipenses, aos Éfesos, aos Colosssenses e a Filémon.

Entre o 1º e 2º cativeiro (63-65)
- aos Hebreus, na Itália (63 ou 64)
- 1ª a Timóteo, na Macedônia (64 ou 65)
- a Tito, na Macedônia. (64 ou 65)

Durante o seu último cativeiro
2ª a Timóteo, em Roma. (66)

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Jesus Cristo não escolhe, nós é que O escolhemos


(Atos dos Apóstolos 16. 11-15, 16-18, 26-31)


Deus salva na cidade de Filipos três raças diferentes. Lídia era asiática, da cidade de Tiatira; a jovem escrava era grega; o carcereiro era cidadão romano. A igreja de Filipos era multicultural e multiracial. Deus salva na cidade de Filipos três classes sociais. Na igreja de Filipos temos não apenas três diferentes nacionalidades, mas também três tipos bem diferentes da sociedade: Lídia era uma empresária bem sucedida, uma mercadora, comerciante de púrpura, uma das mercadorias mais caras do mundo antigo; a jovem possessa era uma escrava e diante a lei não era uma pessoa, mas uma mercadoria; o carcereiro era um cidadão romano, um membro da forte classe média romana que se ocupava dos serviços civis. Nessas três pessoas estavam representados as três classes da sociedade de Filipos. Não há, nenhum outro capítulo na Bíblia, que mostre tão bem o caráter universal da fé que Jesus trouxe aos homens. Deus salva na cidade de Filipos pessoas de culturas religiosas diferentes: Lídia era prosélita, uma gentia que vivia a cultura religiosa piedosa dos judeus; a escrava vivia no misticismo, comprometida com os demônios, possessa e o carcereiro acreditava que César era o Senhor e Deus.
A salvação alcança a todos os tipos de pessoas. Deus salva pessoas de lugares, de raças, de culturas e religiões diferentes. As barreiras que separam as pessoas são derrubadas. Pobres e ricos, religiosos e místicos, ateus e possessos podem ser alcançados pelo Evangelho. Jesus é o único Salvador.
Lídia já era uma mulher piedosa. O evangelho a alcança de forma calma e serena. Enquanto ela estava numa reunião de oração e ouviu a Palavra de Deus, Deus abriu o seu coração.
A jovem escrava era prisioneira de satanás nem seu nome a Bíblia registra. O Evangelho a alcançou enquanto ela estava nas garras do diabo. Ela era explorada por demônios e pelos homens. O diabo estava escravizando aquela jovem. Ele é assassino, ladrão, venenoso como uma serpente, traiçoeiro como uma víbora, feroz como um leão, perigoso como um dragão. O diabo é o pai da mentira. Ele é estelionatário: promete liberdade e, escraviza. Promete prazer e, dá desgosto. Promete vida e, paga com a morte.
Paulo não aceitou o testemunho dos demônios nem conversou com os demônios. Hoje os demônios falam e têm até o microfone nas igrejas. Paulo libertou aquela escrava do poder demoníaco. O diabo mantém muitas pessoas no cativeiro hoje também. Mas quando o Evangelho chega, os cativos são libertos.
O carcereiro era adepto da religião do Estado. O Evangelho o alcançou no meio de um terremoto, à beira do suicídio. Deus nos salva de formas diferentes. Por isso não podemos transformar a nossa experiência em modelo para os outros. Embora todas essas três pessoas tiveram experiências genuínas, cada uma delas teve uma experiência distinta. Todas elas se arrependeram. Todas elas foram transformadas.